Cristianismo

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Netanyahu…Reencarnação de Jeová?

Alguns estudiosos da Bíblia entendem que Jeová não seria propriamente Deus, mas sim, o Espírito Guia do povo hebreu. Isso faz todo sentido, mesmo porque, Jeová jamais poderia ser o Deus Criador do universo, das leis universais, da Vida etc. A Bíblia o mostra como um deus humanizado, que habitava nas tendas dos israelitas, exigia oferendas e sacrifícios, e se comprazia com o cheiro do sangue dos animais que lhe eram sacrificados; era um ser guerreiro que ia à frente dos exércitos israelenses, e pelos países por onde passavam, dava ordens as mais cruéis como, matar toda a população do país, homens, mulheres, velhos, e crianças, levando, é claro, como “despojos de guerra” os animais e tudo o mais que lhes pudesse servir. Na Bíblia, em Números 31:14-15 lemos: “Mas Moisés indignou-se contra os oficiais do exército que voltaram da guerra, os líderes de milhares e os líderes de centenas. “Vocês deixaram todas as mulheres vivas? “, perguntou-lhes. E no versículo 17 continua: “Agora matem todos os meninos. E matem também todas as mulheres que se deitaram com homem, mas poupem todas as meninas virgens para vós”. Horrível, não acha? E aquelas meninas, como ficariam em meio a milhares de soldados ignorantes e brutais, chegados da guerra? Não acredita? Procure na Bíblia. Jeová prometera a seu povo a terra de Canaã e cumpriu a promessa, deixando um rastro de sangue e destruição atrás de si. Netanyahu prometera a seu povo que acabaria com Hamas e está tentando cumprir sua promessa, deixando enorme rastro de sangue, muita destruição e inenarráveis sofrimentos a milhares de pessoas, apesar de todas as pressões e apelos internacionais. Informação da IA: “A situação na Faixa de Gaza é extremamente trágica. Desde o início do conflito em outubro de 2023, mais de 12.300 crianças perderam a vida. A ONU descreveu o conflito como uma ‘guerra contra as crianças’ devido ao alto número de vítimas infantis. É uma situação devastadora que continua a impactar muitas vidas inocentes. A guerra na Faixa de Gaza resultou em mais de 46.876 mortes até agora.” Alguns tentam justificar a atitude de Netanyahu, dizendo que Hamas atacou primeiro. Sem o intuito de tentar defender aquela atitude altamente criminosa do Hamas, é importante, entretanto, procurar conhecer suas raízes, lembrando, por exemplo, que cerca de 700.000 palestinos foram expulsos ou tiveram que fugir de suas casas devido a “guerra da Independência”, após a criação de Israel em 1948, tornando-se refugiados. Mais de 500 vilarejos palestinos foram destruídos ou despovoados, impedindo que os refugiados retornassem. Em muitos casos, as terras e propriedades palestinas foram confiscadas e redistribuídas entre novos colonos judeus. Assim, Israel consolidou sua soberania, enquanto os palestinos ficaram sem um estado próprio. Pergunte à IA, qual é a atual situação dos palestinos… Destarte, é também importante observar que Jeová, suas ordens e leis, assim como os profetas do Antigo Testamento da Bíblia, foram todos atualizados por Jesus que os resumiu num único mandamento, o Amor, que o Império Romano, ao criar a Igreja Católica transformou em rituais, dogmas, sacramentos etc., porque naquela época seria impossível aqueles povos pagãos aceitarem uma religião fundamentada no Amor. (Maiores esclarecimentos sobre esta e outras questões relacionadas à Bíblia e ao Cristianismo, os interessados encontram no livro “A BÍBLIA sob nova luz”, de forma gratuita através do botão abaixo.)

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Por que o cristianismo não melhorou o mundo cristão?

Há três motivos principais: 01 – Jesus, ao atualizar o Antigo Testamento da Bíblia, resumiu toda a Lei e os Profetas em um único mandamento: o Amor:“Mestre, qual é o grande mandamento na lei?”Respondeu Jesus:“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento.E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.” (Mateus 22:36-40) Séculos mais tarde, o Império Romano, ao instituir a Igreja Católica Apostólica Romana por meio dos Concílios, excluiu a figura da Mãe, o Amor materno, atributo feminino da Divindade, tornando-a triplamente masculina: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. E, devido a esse “desequilíbrio” no projeto evolutivo, causado pela ausência desse Amor, não conseguiu conduzir o mundo cristão de forma a torná-lo melhor. 02 – O segundo motivo foi a adoção de dogmas, sacramentos e outras práticas herdadas do paganismo, apresentadas como condições para se alcançar o Céu após a morte – embora nada disso tenha sido ensinado por Jesus. E o pior: elas não induzem o fiel a se tornar melhor. 03 – O terceiro e mais impactante motivo foi a mudança da doutrina da Reencarnação para o dogma da Ressurreição, promovida pela Igreja. A uma pergunta feita ao Copilot – IA do Windows –, a resposta foi a seguinte:“O Concílio de Constantinopla, realizado em 553 d.C., suprimiu a doutrina da reencarnação em favor do dogma da ressurreição. Essa mudança foi influenciada por razões políticas e pessoais. A imperatriz Teodora, esposa do imperador Justiniano, temia reencarnar como uma escrava negra e impôs sua influência para que a doutrina fosse revisada. Assim, o Concílio adotou a versão oficial da Igreja, baseada em conceitos helenistas de ‘Céu’ e ‘Inferno’, excluindo a reencarnação.A decisão contrariou os ensinamentos do teólogo Orígenes, que reconhecia a existência da alma antes do nascimento e sua dependência de ações passadas.” Portanto, a doutrina da reencarnação foi suprimida e substituída pelo dogma da ressurreição, pela Igreja Católica nesse Concílio. Relembrando: Pelo primeiro motivo – uma religião que não prioriza o Amor como prática essencial na vivência dos fiéis não os conduz a cumprir o maior mandamento deixado por Jesus. Pelo segundo motivo, os dogmas, sacramentos e demais práticas herdadas do paganismo, apresentados como requisitos para o ingresso no Céu após a morte, acabam por isentar os fiéis de qualquer esforço real para se tornarem pessoas melhores. O terceiro motivo refere-se à Reencarnação. Quando se acredita que iremos para o Paraíso após a morte apenas pelo arrependimento, o perdão dos pecados, pela recepção dos sacramentos no momento final etc., deixa de haver a necessidade de nos ocuparmos com algo fundamental – a própria essência dos ensinamentos de Jesus – a vivência do Amor. Quando, no entanto, conhecemos a Reencarnação e a Lei de Causa e Efeito, e compreendemos que responderemos por nossos atos, ainda que em futuras existências, isso muda tudo. Esse, sim, é um conhecimento que nos impulsiona a nos esforçarmos para sermos pessoas melhores. Além disso, tal entendimento nos pacifica em relação a Deus, pois passamos a compreender que nossos sofrimentos e lutas atuais não representam punições divinas, mas são consequências de nossa própria vivência em desacordo com as Leis Cósmicas – ou, ainda, expressam a necessidade de nossa evolução espiritual. Entretanto, é preciso observar que, à época da criação da Igreja Católica, sob o domínio de Roma, não havia condições para a continuidade de uma fé imaterial, como a vivida pelos primeiros seguidores de Jesus. Uma religião fundamentada na vivência do Amor era algo difícil de conceber naquele contexto histórico. Ainda assim, apesar de todas as distorções, foi ela – e, mais tarde, o Protestantismo – que trouxe o Evangelho de Jesus até os nossos dias, sustentando uma fé que, mesmo sendo “cega”, ampara a criatura nas horas difíceis e revigora sua alma nas alegrias a que ela conduz. E… AGORA?  É possível trazer Jesus de volta ao Cristianismo? Em Mateus 22:37-40, ao apresentar o Amor como único mandamento, o Mestre o fez em duas partes, remetendo à ideia de que a Divindade se constitui de dois Aspectos ou Princípios: o Masculino e o Feminino. Vejamos:Primeira parte: Ama a Deus sobre todas as coisas – o Pai.Segunda parte: Ama o próximo como a ti mesmo – a Mãe, o Amor de Mãe. Essa ideia de “Deus – Pai e Mãe” é absolutamente coerente com o bom senso e a razão. Assim, quando a vivência desse tipo de Amor for o principal objetivo das religiões – ou simplesmente dos seres humanos –, a Terra se tornará um mundo justo e bom para todos. Mas, para que isso aconteça, essa carga de pessoas más, conforme explicações de Espíritos de Escol, será expurgada do planeta (após a morte delas), junto com os espíritos perversos e inimigos da Luz, que vêm exercendo tão forte domínio sobre a humanidade. Eles serão exilados em algum mundo primitivo, onde renascerão como filhos daquelas criaturas semelhantes aos “homens das cavernas”, como oportunidade de um recomeço que lhes permita, no decorrer dos milênios, irem se reconstruindo e, novamente, poderem escolher melhor os seus caminhos. Todo esse processo reflete a perfeição da justiça divina, alicerçada no Amor e na Sabedoria. Essa ocorrência profética foi também explicada por Jesus em três de suas parábolas, ao se referir à seleção que separaria os bons dos maus no Juízo Final. Nessas parábolas, a sentença para o destino dos maus foi: “Lançai-os nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.” A expressão “trevas exteriores” define com precisão o exílio em algum planeta distante – e é oportuno lembrar que, ao se deixar a Terra em direção ao espaço, encontra-se apenas escuridão, trevas. São as Leis Divinas conduzindo, com justiça e amor, a evolução dos seres – educando-os, e não os condenando eternamente ao Inferno, como muitos ainda pensam. ********************************** Precisamos de um NOVO CRISTIANISMO para impulsionar os cristãos

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O cristianismo precisa se atualizar

Nesta fase crítica que estamos vivenciando na Terra, com o pensamento religioso defasado, gerando fanatismo e/ou ateísmo, é preciso atualizar crenças que foram boas em épocas mais infantis da humanidade, mas que não respondem mais às nossas necessidades atuais. Vejamos, por exemplo, que a forma como o Cristianismo vê Deus não mais cabe no âmbito da razão, do bom senso, da realidade que vivenciamos e nem encontra sustentação na Ciência e nos conhecimentos atuais, desfavorecendo a Fé, tão importante para o jornadear humano. Como aceitar a ideia de que o Criador e mantenedor do cosmo e da Vida, o “Grande legislador do Universo”, conforme Einstein, seja um velho sentado num trono no “Céu”, a receber os louvores e as bajulações dos anjos e dos humanos – destes últimos também as suas petições -; enviando uns para o Céu e outros para o Inferno após a morte etc.? Obs. Para melhor ilustrar essa situação, vamos incluir ao final deste, o poema “Juízo Final”. Podemos, entretanto, pensá-Lo em uma forma racional, plenamente aceitável pela Ciência, como sendo uma Mente Cósmica em dois Aspectos: o Masculino – a inteligência, a engenharia, a construção etc. – e sua contraparte, o Feminino – o Amor, a beleza e os sentimentos harmonizando, embelezando e dando Vida a essa construção. Obs. Em capítulos futuros essa ideia é mais profundamente abordada. Dessa forma, podemos ter uma ideia mais adequada, mesmo dentro da nossa infantilidade espiritual, sobre esse Algo, muito além das nossas possibilidades de entendimento mais pleno. Podemos perceber, também, como as Leis Universais resultantes desse equilíbrio, masculino-feminino, refletem a Inteligência com Justiça e o Amor com Inteligência. Essa percepção mais avançada e mais racional, igualmente, nos leva a entender que nossa vivência nesta fase mais amadurecida, nos coloca diante das nossas responsabilidades. Deus deixa de ser aquele velhinho a receber nossas bajulações e nos favorecer com bênçãos na Terra e ingresso no Céu, para ser Algo cujas Leis nos vão conduzindo rumo à vivências mais justas e mais amorosas, em aprendizados ao longo das reencarnações, nas quais vamos assumindo as responsabilidades pelos nossos erros e os corrigindo, eliminando, assim, as culpas que pesam em nosso inconsciente. Percebemos, também, que o Universo, o Todo e nós mesmos, somos os filhos dessa Mente fabulosa que nos criou e nos conduz com a Justiça que educa e com o Amor que acolhe e fortalece. Por esse novo olhar sobre Deus, como sendo a Mente Cósmica constituída de Pai e Mãe, e nós, partícipes do Filho-Cosmo, tudo passa a ficar diferente. Saímos daquela condição de pedintes para a de pertencimento, que nos situa em nossa verdadeira posição de agentes da Vida e donos de nós mesmos, de nossas escolhas; construtores do nosso presente e futuro e com todas as possibilidades de viver, aprender, crescer e sermos felizes, no rumo da plenitude. Então, com essa nova Luz iluminando nosso interior e conscientes de que somos parte do Todo, irmãos de todos, de tudo o que vive e do que apenas é, podemos orar, dizendo: “Pai, que estás no Todo e em Tudo, ajuda-me a vivenciar o equilíbrio da Justiça com Sabedoria; de uma Fé Consciente e Racional, na alegria de saber que Teu Pensamento me empodera e me conduz… Mãe, que estás no Todo e em Tudo, ajuda-me a desenvolver o Amor, a mais poderosa energia do Universo; ajuda-me a vivenciar a paz, a harmonia e a humildade. Abraça-me, Mãe, e me plenifica, tornando amoroso meu olhar para tudo e todos e que, nesse despertar, nessa nova Luz, eu seja sempre uma presença benéfica, onde estiver…” Obs.: Podemos, certamente, também pedir ajuda, amparo e assistência a Nossos Pais, para os mais variados problemas e dificuldades na Vida e no cotidiano, já que somos parte do Filho-Cosmo. (Obs.: As ideias e esclarecimentos aqui apresentados baseiam-se no livro “UM NOVO OLHAR sobre Deus e nós”, em download gratuito no site umtoquedeesperanca.com, em português e espanhol). Poema Juízo Final De: Benedito Godoy Paiva Sentado o Padre eterno em trono refulgente, olhar severo envia a toda àquela gente! Enquanto uns anjos cantam, outros vão levando ante a figura austera desse Venerando as almas que da tumba emigram assustadas, vendo o tribunal solene, majestoso, em que vão ser julgadas. Dois grupos são formados, um de cada lado: o da direita, Céu; o da esquerda, Averno; e Satanás, ao canto, o chifre fumegante, espera impaciente, impávido, arrogante, a “turma” para o Inferno. Aconchegando o filho, a alma bem-amada, e que na Terra fora algo desassisada, uma mulher se chega e a sua prece faz, rogando ao Padre Eterno, poupe do Inferno o pobre do rapaz! Cofia o Padre Eterno, a longa barba branca e os óculos, ajustando à ponta do nariz, o olhar dirige, então, à pobre desgraçada e compassado diz: os anjos vão levar-te agora ao Paraíso e dar-te a recompensa, o teu descansa eterno. Ali desfrutarás felicidades mil, Porém, teu filho mau irá para o inferno. Um anjo toma o moço e o leva a Satanás; Porém, a pobre mãe ao ver partir o filho, aflita, corre atrás! E ao incorporar-se ela às hostes infernais, eis grita o Padre Eterno em tom assustador. Mulher para onde vais?!!! E o que se passou, então, ninguém esquece mais: Eu vou para o Inferno, ao lado do meu filho, a repartir comigo a sua desventura! As lágrimas de mãe, as gotas do meu pranto, acalmarão no Averno a sua queimadura! Eu deixo para ti esse teu Paraíso, essa mansão celeste onde o amor é surdo! Onde se goza a vida a contemplar tormento, onde a palavra amor represa um absurdo! Entrega esse teu Céu às mães malvadas, vis, que os filhos já mataram para os não criar, pois só essas megeras poderão, no Céu, ouvir gritar seus filhos sem se consternar! Desprezo esse teu Céu! O meu amor é grande! Imenso! Assaz sublime! E posso te afirmar que se não te comove o pranto lá do Inferno, e os que no Averno são todos filhos teus, o meu

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Nova forma de entendermos Deus

QUE É DEUS? Um velho sentado eternamente em um trono, em algum lugar no Espaço, cercado de anjos, arcanjos e dos salvos, Criador do Cosmo e da Vida, do Céu e do Inferno, e comandando tudo isso apesar das fragilidades, injustiças e imperfeições humanas que apresenta? Essa é a ideia que ainda vigora no mundo cristão. POR QUÊ? É porque, apesar de tudo, é ela que vem sustentando a Fé, em seu formato cego, de quem fecha os olhos e a mente para não questionar e, como resultado, perder a Fé. Hoje, no entanto, com nossa capacidade de entendimento grandemente ampliada pelos conhecimentos adquiridos desde então, podemos pensá-Lo, algo assim, como uma “Mente Cósmica”, inimaginável em sua grandeza e inalcançável por qualquer instrumento, ou mesmo, pelos mais avançados cálculos matemáticos. Podemos também pressupor que essa “Mente” se compõe de dois Princípios ou Aspectos, o masculino e o feminino, ambos se completando e simbolizados nas figuras de Pai e Mãe, mas como unidade, Pai-Mãe. Lembremos que os seres humanos e a própria vida animal, criados por Ele, compõem-se de masculino e feminino, na dualidade que estabelece o equilíbrio. Dualidade essa que está em tudo, direita e esquerda, Norte e Sul, dia e noite, alto e baixo etc., e mesmo compondo-se de duas partes isoladas, e mesmo sendo diferentes uma da outra, formam uma unidade. Uma não existe sem a outra. Exemplo está em nosso cérebro, formado por dois lados, ou hemisférios. O esquerdo comanda o lado direito do corpo e o direito comanda o lado esquerdo. E mesmo com essa troca de lados entre a cabeça e o corpo, continua formada a unidade. Sabe-se também que o pensamento racional é atribuído ao hemisfério esquerdo do cérebro, ao passo que o direito é responsável pelo emocional, a sensibilidade, e a atividade mental nessa dualidade ocorre de forma conjugada, não isolada. São duas faces ou aspectos distintos, trabalhando juntos numa atividade coordenada e realizada por ambos. A dualidade Masculino e Feminino está presente na estrutura espiritual do próprio ser humano, tanto no homem quanto na mulher, ou seja, ambos possuem esses dois Princípios, embora, ainda hoje, em proporções diferenciadas. Assim, por essa visão transcendental, a Mente Cósmica, ou Deus, seria: O Pai – Inteligência e Poder inimagináveis, associado à sua contraparte, a Mãe – Amor, Sensibilidade, Beleza etc., também em inimagináveis expressões, formulando as Leis, organizando e Criando o Cosmo e a Vida. E teríamos ainda o Filho, o Cosmo, conduzindo como herança os “genes espirituais” dos “Pais”, e sendo a manifestação de tudo o que há, com tudo o que o Cosmo contém e em todos os seus aspectos, inclusive nós mesmos. Imaginemos, agora, como seria aqui na Terra, se na Mente Cósmica, ou Deus houvesse apenas o aspecto Masculino do Pai. Teríamos a Inteligência formulando as leis e o Poder cuidando da sua aplicação. Não haveria Vida. E se essa Mente se constituísse apenas do Feminino, não haveria Cosmo. Em a Natureza podemos perceber o resultado dessa “ação” associada de Deus Pai-Mãe: a) – Do Pai, na elaboração de todas as funções de cada forma de vida e as suas estruturas para o cumprimento dessas funções na preservação, continuidade, evolução etc. b) – Da Mãe, podemos destacar o Amor e a Sensibilidade no projeto e na manipulação das formas de vida, inicialmente feias e grosseiras, evoluindo ao longo do tempo, apresentando hoje aos nossos olhos a extraordinária beleza e harmonia, como, por exemplo, nas flores, nas folhas e nas cores do mundo vegetal. No reino animal e no humano, quanta diferença entre os seres primitivos e os da atualidade; e há ainda o Sentimento materno, o Amor, o colo do Princípio feminino, influenciando tanto mulheres quanto homens. Lembremos que Jesus, ao atualizar o Antigo Testamento, resumiu-o a um único mandamento, o Amor. Observemos, porém, que Ele o apresentou com duas partes, remetendo à ideia de que a Divindade se constitui de dois Aspectos ou Princípios: o Masculino e o Feminino. Vejamos: Primeira parte: Ama a Deus sobre todas as coisas – o Pai. Segunda parte: Ama o próximo como a ti mesmo – a Mãe, o Amor de Mãe. Além disso, essa ideia de “Deus – Pai-Mãe” é absolutamente coerente com o bom senso e a razão. Podemos também estabelecer que esses dois Princípios representam as asas da nossa evolução espiritual, pois alguém só consegue elevar-se quando ambas estiverem do mesmo tamanho, e se o tamanho for suficiente para alçar voo. A Igreja Católica criou a imagem de Pai, Filho e Espírito Santo, triplamente masculino, eliminando o aspecto materno da divindade, o Amor, e devido a essa distorção, esse “desequilíbrio” no projeto evolutivo, o Cristianismo não logrou melhorar o mundo cristão. Vemos, então, a humanidade, com a asa masculina empoderada e a feminina fragilizada, vivenciando muita dor e sofrimento, sem conseguir decolar, erguer-se do chão e voar em busca do bem-estar e da felicidade para todos. Nos últimos tempos, entretanto, e felizmente, o Feminino vem crescendo e cada vez mais, ganhando força, tanto com relação a homem e mulher, quanto aos Princípios masculino e feminino na estrutura espiritual de todo ser humano, sinalizando a transição da Terra para um modelo melhor. Jesus representa o perfeito equilíbrio entre esses dois Princípios. O Espiritismo, igualmente, representa esse equilíbrio, com uma asa do Conhecimento, da Ciência, da Razão etc., e outra da vivência do Amor em todas as suas expressões. Assim, por esse novo olhar sobre Deus, tudo passa a ficar diferente. É aquela sensação de pertencimento, uma conscientização que nos retira da posição de pedintes, tornando-nos partícipes e agentes. Saímos daquela condição em que o mundo cristão ainda se demora, de quem busca alcançar as graças divinas através da bajulação, de promessas, oferendas, louvações etc.; comprar com valores amoedados a “passagem para o Céu”, depois da morte do corpo físico, além de um lugar melhor no Paraíso. O pertencimento coloca-nos em nossa verdadeira posição de agentes da Vida e donos de nós mesmos, de nossas escolhas; construtores do nosso presente e futuro

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